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GESTÃO ESTRATÉGICA

IPA Brasil

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Quando se inicia uma nova gestão administrativa de uma Entidade classista, importante é o associado acompanhar os trabalhos desta, vendo se as promessas do período eleitoral vêm se realizando, e, se o seu plano de gestão, aprovado pelo Conselho Executivo Nacional e/ou Assembleia Geral da Entidade está sendo desencadeado. Este papel associativo é de suma importância para que uma instituição cresça e venha a se distanciar de um estado caótico que poderá vir a trazer a sua extinção.

A Seção Brasil da International Police Association- IPA Brasil, enfim tem uma gestão constituída e que adentrou suas atividades de gestão neste mês de abril. Interessante é ver que de imediato esta nova gestão apresenta para a Assembleia Geral Extraordinária o seu PLANO ESTRATÉGICO DE GESTÃO, encimado em uma reengenharia administrativa e de gestão total, encimada em uma projeção de cimentação e expansão da IPA no Brasil e na América Latina. É um pensar gigante, então, vejamos:

A IPA Brasil, as regionais e associados

A IPA BRASIL (Nacional), só foi juridicamente constituída no mês de agosto de 2011, quando seu Estatuto foi aprovado e registrado em Cartório e disto, adquirido seu Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Anteriormente, a IPA BRASIL se apresentava com o CNPJ da Regional de São Paulo, e com Sede no mesmo local da Sede da Regional de São Paulo, em uma interação de espaço físico e condutas administrativas, as quais trouxeram uma “confusão” em saber quem é quem que se manifestava administrativamente, pois os comunicados nacionais se apresentavam como se fossem regionais (São Paulo). O site Nacional se entrelaçava com o da Regional São Paulo, onde só comportavam notícias da área de São Paulo, em suma, era uma projeção nacional em viés regional.

Atualmente, a IPA no Brasil só possui três Regionais legalmente constituídas, sendo a de São Paulo, Rio de Janeiro, e Distrito Federal (Brasília), e tendo em seus quadros membros integrantes de quase todas as instituições da Segurança Pública Nacional. Em levantamento efetuado em fins de 2015 diante dos registros inconsistentes da administração da Entidade, detectou-se que não possuímos, realmente, em nossos quadros o universo de 1.000 (Hum mil) filiados do montante de quase 1.000.000 (milhão) de membros da segurança pública brasileira. Ficou demonstrado em nossa pesquisa, onde 91% de um universo de 300 policiais entrevistados, nas diversas forças policiais existentes no País, desconhecem a existência da IPA.

No continente Sul Americano só existe a IPA na ARGENTINA, e no PERU. Neste último País, demonstrou a pesquisa, que 63% dos 300 policiais entrevistados já ouviram falar na IPA.

O Brasil possui vários segmentos policiais, sendo que no cômputo das policias da União (FEDERAL) possuímos a Policia Federal (DPF), Policia Rodoviária Federal (PRF), Policia Ferroviária Federal (PFF), Guarda Portuária Federal (GPF), Policia Legislativa Federal (PCN) da Câmara e do Senado, Policia Penitenciária Federal (DEPEN) e podemos incluir a Força de Segurança Nacional (FSN), e já podemos incluir a Polícia do Judiciário Federal (PJF). Nos 26 Estados Brasileiros e no Distrito Federal possuímos as Policias Civil (judiciária) e a Policia Militar, sendo que diversos municípios Brasileiros já possuem as suas Guardas Municipais. Em face disto podemos computar que o Brasil possui hoje aproximadamente 60 instituições policiais, não contabilizando as que estão sendo constituídas e as Guardas Municipais. Neste universo de instituições policiais, existem dentro delas inúmeros cargos correlatos, a exemplo, Delegados de Polícia, Peritos Criminais, Agentes de Polícia, Investigadores, Inspetores, escrivães, Papiloscopistas, Agentes Penal, Agentes Penitenciários, etc... . Para este universo de cargos policiais existem suas representações classistas que se dividem em sindicatos e associações, tendo, em quase sua maioria representativa para um cargo, a existência de uma representação associativa e outra sindical, vindo a gerar um imenso número de entidades representativas de classe das policias, em que atualmente, não se conseguiu chegar ao número exato, pois a cada dia cria-se uma. O Policial Brasileiro está filiado/associado, em média, em três representações de classe, pertinentes a sua categoria/cargo ou não.

Estratégica de gestão na área de representatividade

Para que possamos conseguir convencer o policial brasileiro, que em média está filiado a três ou mais representação policial, pertinente ou não a sua categoria, em se filiar a mais uma associação representativa de polícia, no caso, a IPA, necessário será executar uma forte ação de mídia, para em primeiro fazê-lo conhecer a IPA, e em segundo mostrar por que deve se filiar a IPA, inclusive dando ênfase ao espírito da IPA e suas benesses. Caso em contrário, permanecerá a IPA no Brasil no mesmo ostracismo que ora se encontra, mesmo após 55 anos de sua criação.

Entende-se que o primeiro passo nesta operacionalidade será executar uma reengenharia na estrutura da IPA NACIONAL (Brasil), tanto na área física como na administrativa, pois a atual “situação” é caótica para qualquer desenvolvimento estratégico. Na área física, colocar a sua sede (própria) na capital do País, em razão de ser esta o centro administrativo do País, e buscando alçá-la em um nível que ao menos alcance os níveis de associações e sindicatos já existentes, diante de uma estrutura compatível para o enfrentamento midiático. Na área administrativa, reformulá-la por completo diante de um “manual” de condutas (Estatuto) administrativas e de oficialidade documental padronizada, e com um alcance de operacionalidade que possa fazer frente ao processo de filiação e esclarecimentos de ações de gestão, necessários para o êxito de um objetivo estratégico.

Para a execução do primeiro passo, ao qual consideramos o mais difícil no contexto, pois requererá trazer os grupos que se consideram os “donos” da IPA no Brasil e atuam para mantê-la neste status quo que permanece há 55 anos, inócua, uma consciência que a IPA é muito maior e é chegado o momento de deixar a IPA crescer e ter no âmbito nacional e internacional o espaço que sempre teve o direito a ter. Para este processo já foi detectado que pela harmonia dificilmente ocorrerá o processo, pois a situação deixou de ser institucional para ser em foro pessoal encimado em um pensamento radical de criar caos, de qualquer forma, a uma tentativa renovadora. Conclui-se que somente uma ação “dura” trará o resultado ao objetivo estratégico do primeiro passo. Os danos iniciais da “dura” ação, com certeza se diluirão em um ano, quando todos perceberem os resultados das novas ações e concluírem o que se perdeu nestes 55 anos.

Em passo seguinte, desenvolver um processo midiático que venha a trazer ao conhecimento, diante de todas as entidades representativas de classe policial e também ao próprio policial, no que tange o que é a IPA? O que faz a IPA? E por que você deve ser um Ipiano, além de mostrar o que a IPA lhe oferece. Neste processo será necessário envolver grandes parcerias e buscar uma representatividade com altas autoridades do País, pois a IPA possui na sua substância para trazer para o seu lado a camada do poder político, executivo, legislativo e judiciário, tudo isso para cimentar a credibilidade da necessidade da entidade IPA no País.

No passo dois, jogaremos toda a repercussão midiática, diante da área jornalística, revistas, programas de televisão, reportagens para o público em geral, das ações promovidas e/ou apoiadas pela IPA Brasil, o que dará visibilidade a Entidade e trará o policial, pela sua característica, a integrar-se no contexto, pois afinal, é o contexto dele. Com uma repercussão máxima em âmbito nacional, aliaremos nossas ações para uma projeção de importância política da IPA, a qual repercutirá ao conhecimento de todos os parlamentares e nos eixos que circundam o parlamento Brasileiro, demonstrando desta forma que a IPA está em um patamar elevado no contexto nacional e Internacional. A Promoção de um encontro internacional com todos os representantes de entidades de classe da polícia brasileira, parlamentares, inseridos nestes, os oriundos das forças policiais, parceiros e embaixadores dos países integrantes da IPA e embaixadores nossos parceiros de países não integrantes da IPA, seria o ponto de intersecção entre o Congresso nacional, entidades de classe policial e IPA.

Após o processo deste segundo passo, iniciaríamos de imediato o processo de filiação e de desenvolvimento de projetos e programas em conjunto com as entidades de classe policial brasileira em todos os estados do País em um objetivo de nos projetarmos para sermos incluídos no rol dos interlocutores das questões divergentes do âmbito da segurança pública nacional.

Com o segundo passo concluso, direcionaríamos os encontros, programas, projetos para nossos colegas policiais dos países da América do Sul, trazendo estes ao Brasil e mostrando a eles a necessidade de o Brasil ter a IPA no seu contexto policial e demonstrar que isso também é necessário em seu País, colocando-nos à disposição para auxiliar no Processo de consecução e integração na IPA. Estes atos e ações poderão ser integrados com a IPA Argentina e IPA Peru, objetivando levar a esses a necessidade de que a America Latina tem que fazer-se presente na IPA, e com isso cimentar uma unidade de gestão diante do polo Sul Americano.

Conclusão: Probabilidades do êxito

Com os itens relativos as operacionalidades definidos e delineados, alcançaríamos o satisfatório índice de 77.4% para o ÊXITO.

Os índices faltantes para os restantes 100% de êxito, se deve ao grau de dificuldade (22.6%) para conclusão do passo 01, na questão da necessidade de uma ação “dura” diante do antagonismo interno, onde o satisfatório fosse que o resultado dessa questão viesse através de acordo, pois o uso de procedimento “duro” traria um rescaldo relativo ao tempo de execução e pacificação, onde, para diluir, este, com certeza iria reduzir o tempo da operacionalidade do inicio do passo 2, o qual podemos considerar que já se encontram nos limites exigidos para uma ação segura.

Nos demais delineamentos do plano Estratégico, podemos considerar 78% viáveis e de êxito, pois estes estão inseridos no nosso contexto funcional e ao alcance da execução. ”

Em fecho a este Plano Estratégico apresentado pela nova gestão da IPA Brasil, só me cabe reportar a manifestação de um grande homem da nossa história que disse: “Eu tenho um sonho...”. Martin Luther King.